Era julho. Eu não tinha expectativas de ver um pôr-do-sol com cores bem definidas em um fim de tarde, numa praia vazia, sem pássaros e pessoas sorrindo, bronzeadas, felizes por qualquer eventualidade, como se a permanência delas naquele espaço entre sol, mar e areia, gerasse uma grande euforia dentro de cada um.
Eu me via sozinha e sem a presença de sentimentos. Se não tivesse oxigênio naquele lugar, talvez eu iria ficar do mesmo jeito que estava por mais uns trinta minutos...
Aquela garotinha inexperiente estava de frente aos seus conflitos, antes dos trinta anos. Continuava tão longe e tão perto das verdades e de repente, tudo se tornou como as areias onde eu pisava constantemente durante minha caminhada, com lágrimas e sinais de sorrisos.
Tinha sido uma manhã nublada, pela tarde o sol se abriu, ganhando mais forças depois das três e meia. Era a certeza de que teria estrelas para olhar essa noite.
Com mais desilusões que amores, com mais perdas do que vitórias, com mais rotinas iguais do que diferentes, esse dia poderia ser especial, mas você o estragou, destruindo meus sonhos que estavam armazenados em forma de pensamentos com positividade, aqueles que usamos para melhorar nosso ego em momentos delicados, quando não acreditamos em nós mesmos.
Refletindo melhor, você não estragou meu dia. Eu mergulhei profundo demais e deixei a sua imagem em minha mente, me levando para algum esconderijo longínquo, onde eu estaria com meu melhor vestido em um ambiente alegre, porém vivendo tristezas, remoendo fatos inexistentes sobre eu mesma.
Precisava fugir, olhar as estrelas em outro lugar. Queria as pessoas, os pássaros. Sim, eu mereço.
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sábado, 7 de fevereiro de 2015
Minha querida e odiada psicodrama
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