Os meus ideais,
Voam como os animais de asas
Passam por pessoas cheias e vazias
Por coisas irrelevantes
Por árvores de folhas verdes
Pelas ruas de São Paulo.
Pelas meninas nas janelas que olham o tempo,
Pelo concreto,
Pelas roupas nos varais,
Pelos quintais.
Sinto em informar que estou perdido
Não em estradas, nem em cavernas,
Nem no meio de tantas criaturas juntas
Estou perdido em minha sanidade, Complexa insanidade.
Assuntos internos
Minha mente.
O lugar mais distante de todo lugar.
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Anonimatos
sábado, 20 de junho de 2015
Entre 15 e 90
Já eram três e meia quando o propietário da casa chega em movimentos rápidos em direção a geladeira. Ele olha, olha mais uma vez para cima, torna a olhar para baixo e mesmo com todos os produtos que um ser humano qualquer ficaria safisfeito em saciar, o homem não encontrara nada naquele momento. Rapidamente, ele fecha a porta da geladeira e vai caminhando para a copa da casa. Lá continha uma mesa de madeira deixada por seus ancestrais há anos, e que passava de geração a geração. Em cima dessa mesa havia um papel branco com alguns rabiscos de caneta preta e uma frase: "Me busque às 4. Beijos, Lúcia".
Sem olhar o relógio, pois tinha plena convicção do horário dos seus atos, ele corre sem olhar para trás.
Lúcia, 30 anos, advogada renomada e viajante profissional, tinha mais uma vez ido ao exterior resolver alguns problemas pendentes. Era namorada do recatado indivíduo desde do dia que aprendeu a sair sozinha pela ruas do Brasil. Era bonita de se ver, usava roupas formais e não sorria muito. Talvez ela pudesse ter uma demasiada tristeza por dentro, algo que a fazia diferente de outras pessoas que tiveram grandes chances e expectativas na vida como ela.
O homem foi ao encontro com Lúcia. Quando a olhou, sorriu e a abraçou tão forte que aparentemente fez com que a suposta tristeza da mulher tivesse ido embora.
Pelo caminho de volta para casa, Lúcia ganhou flores tiradas de várias casas da vizinhança, pelo homem que não saberia mais onde esconder o seu própio sorriso. Ao chegar em casa, ela foi pedida em casamento e sem pensar respondeu que sim.
Casaram, tiveram filhos, compraram casas, viajaram, fizeram amor, dançaram, ouviram músicas, choraram, escreveram cartas, enviaram cartas, e outras coisas de casais normais.
Ao final da vida de Lúcia, o principal motivo de sua aparentável tristeza, escondida por falsos sorrisos foi revelada: Ela tinha medo de não ser feliz. Depois de olhar as figuras de rostos felizes em seus álbuns de fotos, a mulher deu um longo e sincero sorriso e isso era tudo que ela precisava enxergar. Sua posição e estória no meio de tantas pessoas, no meio do nada, no meio do mundo.