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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tudo quase sempre ou nada

Parece que tudo é tão igual
Os ponteiros que se movem e trocam os minutos sem nós percebemos.
Talvez não queremos perceber.
Estamos lado a lado e olha! Está chovendo em você, e em mim não.
Nuvens cinzas.
Os carros que passam a todo momento na estrada, feito formigas caçadoras,
O sol que frita metade do mundo...
Eu vejo azul, você enxerga violeta.
Parece que tudo é tão igual.
Corações são realmente vermelhos.
Alguns planetas cabem na minha minha pequena mão.
Minha fantasia infantil.
Parece que tudo é tão igual,
O céu é azul e infinito, o infinito pode ser um eterno azul.
O dicionário contém palavras que você nunca ouvirá alguem falar, e essas não sairão por aí a gritar nas ruas para que você as reconheça.
Na Rússia, as minhas palavras contém fumaças.
Enxergando o planeta Terra na lua, eu estou de pernas pro ar, com um copo d'agua em minha mão.
Parece que tudo é tão igual,
Parece, mas somente as vezes ou simplesmente sempre, nunca é.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Poeiras encantadas

Não vejo o ar livre desde ontem.
Meu teto tem estrelas,
As flores do jardim não querem ver mais pessoas,
Tamanho desencanto.
Minhas pernas estão a andar,
Passo meus dedos pelos quadros da casa e pelos meus olhos,
Minhas janelas se recusam a serem abertas.
Poeiras caem feito brilhantes ao entrar em contato com a luz solar, esta que brigou com grande insistência contra a minha escuridão e conseguiu entrar.
Meu teto tem estrelas,
Meus dias são comandados por ponteiros.
Eu sou imperceptível.
E não me importa mais a minha pontualidade e meus atrasos,
As meninas nas passarelas das ruas,
As poeiras encantadas de minha casa.
Eu era imperceptível.