Não vejo o ar livre desde ontem.
Meu teto tem estrelas,
As flores do jardim não querem ver mais pessoas,
Tamanho desencanto.
Minhas pernas estão a andar,
Passo meus dedos pelos quadros da casa e pelos meus olhos,
Minhas janelas se recusam a serem abertas.
Poeiras caem feito brilhantes ao entrar em contato com a luz solar, esta que brigou com grande insistência contra a minha escuridão e conseguiu entrar.
Meu teto tem estrelas,
Meus dias são comandados por ponteiros.
Eu sou imperceptível.
E não me importa mais a minha pontualidade e meus atrasos,
As meninas nas passarelas das ruas,
As poeiras encantadas de minha casa.
Eu era imperceptível.
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
Poeiras encantadas
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