Era uma manhã qualquer. Abro os olhos e respiro fundo. Por um determinado segundo, tenho uma crise de perda de identidade. Era como se eu não acreditasse que eu era uma pessoa como as outras que nós vemos por aí em todas as ruas.
Olho para cima como um aclive, vejo uma imensidão branca, meio marfim, estranha. Uma pequena luz saia de um pedaço grande de pano em uma parede que estava na minha frente, meus olhos correram para lá imediatamente como um alerta de desespero, sem está desesperada.
Meus olhos voltam para cima, decido encostar minha mão em um lugar macio onde eu estava deitada. Passo minhas mãos por algum objeto, mas não olho para ver o que é. Poderia ser algum animal, algum dinheiro, algum livro, qualquer coisa. Mas sinto que tenho uma certa dificuldade em olhar para isso.
Continuo olhando para cima, sem parar. Poderia ter passado 24 horas, eu realmente não sabia e não poderia entender. Se eu quisesse entender, buscaria respostas mas decidi esquecer esse assunto.
Decido dá um salto. Eu não decidi nada, meu corpo decidiu. Meus sinais vitais vão junto dele até um corredor com quadros coloridos pintados por pessoas diferentes. Meu corpo quis parar em frente a um quadro com dois coqueiros, suas folhas estavam queimadas pelo sol. Era triste e com grandes detalhes. Queria poder regar aqueles coqueiros, mas era um quadro. Dou risada do pensamento medíocre, volto a caminhar.
Caminho pelo chão e vejo um vulto escuro toda vez que eu passo. Parecia um buraco, mas isso não me deixava cair em nenhum momento.
Abro uma porta, entro e tenho um choque dentro de minha cabeça. Uma parede tinha uma pessoa que me imitava. Eu sorria e ela também. Eu piscava e ela também. Eu disse ''oi'' e ela... Ela era eu.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
3 de novembro
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