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domingo, 6 de dezembro de 2015

Descendentes da tal normalidade

Nessas cabeças que fingem raciocinar,
Tantas virtudes, tantas opiniões alienadas... Ai de quem ouse tirá-las de ti.
Perfeccionismo é para tantos ou talvez todos.
Ah, se você soubesse que amanhã você não levará seu casaco mais caro,
Sua falsa paz interior, seu salário de todos os meses de sua extensa vida,
Suas garotas, seus limites e seus diagnósticos,
Seu intrometimento.
Seus ganhos e sua grande inteligência;
Você não é a melhor pessoa de todas, você só é bom para você mesmo.
Ríspido demais, rápido demais,
E eu tento te avisar...
Ah, meu caro senhor, se você soubesse que somos como estrelas perdidas,
Poeiras arrastadas pelo vento, que está cada vez mais forte.
Poeiras que descolarão do mundo.

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