Andávamos com nossos própios pés em um lugar qualquer. Por uma rua cheia de cores, meus olhos vêem folhas de diversas formas e tamanhos, misturadas com pétalas de flores, todas da mesma família.
A noite vinha em passos lentos, cuidadosa. Tudo parecia monótono, normal, uma noite de verão, aquela brisa refrescante que parecia uma confirmação de que realmente existia um mar por perto. Você sorria, sorria tanto. Dentro de ti, a infância parecia estar junto da maturidade que você demonstra ao sair por aí como um bicho solto pelo mundo, andando pela horizontal, vendo que as pessoas são somente pessoas e que o mundo é somente um mundo.
Sempre testando a paciência de tudo, inclusive a minha. Não possuo inimigos, talvez eu mesmo seja meu própio inimigo, meu lado fantasmagórico, quando insisto em idealizar pensamentos inúteis, em que não exista fatos para serem concluídos. O tempo me assusta, me desespera, me descabela. Me deixa vulnerável, para praticar atos indesejáveis.
Você me dava coragem, porém as vezes nem tanto. Eu lhe dava coragem, e você agredecido, me dizia que sempre tinha uma de reserva, no armário. Eu passei a compreender que você tentara desde sempre, fazer com que eu compre um armário para guardar minhas coragens e usá-las quando chegar a hora em que precisássemos.
No dia dois de dezembro, comprei o tal armário. Depois, fiquei desaparecido do universalismo, virei um bicho solto consciente. Juntei coragens, gritei bravamente, e assim continuei escolhendo destinos, apagando destinos, trocando destinos... Vivendo destinos.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015
Dezembro de 1985
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