Comecei uma nova vida demasiadamente grande e ao mesmo tempo curta, diária, mensal e anual. As perguntas que eu fiz, que não obtive respostas, ficaram em algum lugar perdido e longe desse instante, onde eu permanecia sentada numa cadeira de mármore, todos os dias, sem vida, fingindo apreciar as mesmas folhas caídas, as mesmas árvores com folhas amareladas pelo sol que ardia na pele das pessoas que caminhavam pelas ruas, sorridentes em direção a algum local, todos os dias, os dias inteiros.
Sem vida, com os mesmos interesses de sempre, comecei a me desesperar alguns dias antes de estar aqui, no meio do caminho. Eu sabia que não iria viver para sempre, mas não sabia que esse para sempre fora ser transformado em um prazo tão curto, que fosse a qualquer hora dessas aí que correm pelo relógio sem parar. O desespero que entrou em mim, que foi acordado em uma caminhada pelo mesmo sol que queimava aquelas pessoas felizes e infelizes que passavam nas ruas, todos os dias da semana, que não faziam com que elas sejam importantes para outros indivíduos, mas que faziam com que elas se sentissem importantes com elas mesmas.
Pela primeira vez eu consegui entender esse local que todas elas persistem em alcançar a todo momento, enquanto as folhas das árvores ficavam amarelas. E assim foi passando toda uma vida que era minha.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Janela sem vidro
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