Talvez você saiba que um raio de realismo em nossas cabeças seria uma coisa boa. Seria bom mesmo se nós tivéssemos uma ligação direta e indiscreta dos nossos sonhos com a realidade. Viver sonhando pode ser como cair num abismo, nos batendo e gritando e nunca chegando ao fim, porque nunca terá um fim.
Conheci pessoas que contei como pessoas que levaria para sempre, e o sempre durou até quando o tal sempre realmente chegou ao fim. Foi tão efêmero e insólito. Não sabia e nem contava que os sempres tinham fim. Sempre é sempre, sem fim, ora bolas. Sempre tem fim sim. Eventualmente, o sempre acaba. Como em uma tarde chuvosa com raios de sol, ou qualquer outro dia. Que luto eterno depois dessa descoberta.
Conhecerei pessoas que falarei que irei levá-las para sempre. Essa seria minha vontade. Minha. Elas correm do sempre, eu acho.
Sempre é forte, é assustador para alguns. É como uma intransigência, não sei dizer.
As pessoas são tão legais, tão soltas, parecendo disponíveis, andando com suas perninhas para lá e para cá, pelas noites e dias inteiros. Elas poderiam ser legais, pode até ser que elas sejam, porém, talvez não. Não sei ao certo, não sei se tem alguma coisa certa.
O que eu quero para amanhã é tudo, e o que o amanhã pode fazer por mim talvez seja nada. E eu continuo assim, carregando a vida sempre nas costas sem perceber.
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sábado, 5 de setembro de 2015
Nada, como sempre
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