As lágrimas salgadas sentidas nessa ocasião seriam de uma imensa alegria. Salgadas, porque eu tinha provado e elas eram realmente salgadas, porém, posso estar enganado, talvez eram doces. Nunca fui bom em sentir paladar. Sempre fui rebelde e cruel, mas as lágrimas não deixavam de rolar sobre meu rosto, como acontece nas pessoas aparentemente normais. Na minha cabeça, todos me odiavam, até mesmo eu me odiava. A liberdade era uma coisa tão fácil de se conseguir, dizem alguns amigos meus, esses daí da rotina. Eles saíam de casa e voavam sem sair do chão... Eu? Eu não sei o que é isso. Já tentei, tentei, mas não tive sorte em consegui-la. Tão fácil, tão difícil e calada.
A rebeldia não tinhas forças para bater de frente, com a cara lavada de manhã com a liberdade. Ela sempre se maquiava, passava o máximo de maquiagem possível, se enchia de roupas escuras, se iludia. Aos poucos fui me desfigurando, sem pressa, aguardando a rebeldia ir morrendo aos poucos, e a ousadia se manifestar em mim.
Nove dias depois, brevemente conheci a liberdade, a libertadora. Batemos papo, viramos amigos, contamos sobre nossas vidas, jantamos, casamos e não vimos nada do que já tínhamos visto antes.
Translate
Translate
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Anteontem, atrás da minha porta
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário