Os meus olhos ficam turvos,
mas isso é tão fascinante. Não paro de olhar a minha janela. Deito sobre minha cama e lá conto tantas histórias e números, até meus olhos ficarem turvos novamente. Essa luz de fim de tarde misturada com uma leve brisa que fazem meus cabelos voarem agitadamente por um momento e que clareia de leve meu quarto que contém alguns pontos escuros, pois já não é tão dia quanto é pela manhã, é uma conexão não tecnológica que faço com o meu vizinho. Abrimos janelas juntos, fechamos janelas juntos, olhamos um pouco nosso quintal, que outrora poderia ser o mundo inteiro, deixamos as brisas baterem no nosso rosto e saímos dali, muitas vezes com uma certa pressa, mesmo não tendo nada pra fazer, mas tentando procurar algo para ter o que fazer. Talvez esse, seja nosso tipo de diálogo diário, não verbal, nosso jeito mais particular de contar um para o outro que estamos vivendo e sentindo os efeitos daquela mesma luz.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Eu, meu vizinho e nossas janelas
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